Greve dos enfermeiros: atendimento na Grande Vitória é parcialmente suspenso
Na manhã da última segunda-feira (3), profissionais de enfermagem de todo o país se mobilizaram em busca do aumento do salário mínimo para a categoria.
No estado do Espírito Santo, a greve resultou na suspensão parcial dos serviços em hospitais e centros de saúde no dia seguinte, terça-feira (4). A paralisação, aprovada em reunião pelo Sindicato de Enfermeiros (Sindienfermeiros-ES), é resultado do impasse sobre essa questão salarial, gerando preocupações sobre o futuro da profissão. A greve abrange profissionais de diferentes setores, como municipal, estadual, privado e das Organizações Sociais de Saúde (OSS).
Durante o dia do protesto, os serviços prestados foram limitados aos casos urgentes, como vacinação para crianças de 2 a 6 anos e atendimento a pessoas vulneráveis e pacientes que necessitavam de cuidados imediatos. Entretanto, os serviços não foram completamente suspensos.
Departamentos municipais de saúde afirmam que greve não prejudicou atendimento aos pacientes.
Apesar da manifestação, alguns departamentos municipais de saúde afirmaram que a greve não causou prejuízos no atendimento aos pacientes durante o dia todo. Essas informações foram relatadas pelo Departamento de Saúde de Vitória (Semus).
Segundo o Semus, nas instalações sanitárias da capital, nenhum serviço foi suspenso durante o dia. Além disso, caso algum paciente não tenha sido atendido nessas circunstâncias especiais, ele terá prioridade para remarcar sua consulta.
O Departamento Municipal de Saúde de Vila Velha afirmou que nenhum paciente foi afetado pela greve em sua cidade.
Entramos em contato com os departamentos de saúde de Serra, Cariacica e Viana, mas até o momento, não obtivemos resposta. Este artigo será atualizado assim que tivermos uma resposta.
Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo expressa apoio aos manifestantes.
O Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES) expressou apoio aos manifestantes. De acordo com o Coren-ES, a greve é um direito trabalhista previsto na Constituição e no Código de Ética para Profissionais de Enfermagem. O conselho também defende o respeito aos direitos fundamentais e garantias da categoria, assim como a manutenção dos serviços essenciais de emergência para a população.
O Coren destacou que o salário mínimo representa mais dignidade e qualidade de vida para os profissionais que enfrentam baixos salários há anos. Com a implementação do novo salário mínimo para enfermagem, espera-se erradicar remunerações historicamente baixas na categoria e criar condições para uma vida e trabalho decentes para um dos maiores grupos de profissionais da área da saúde no país.
Novo salário mínimo nacional para enfermagem é determinado pelo STF.
O novo salário mínimo nacional para enfermagem foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira (3) e beneficiará mais de 3 milhões de profissionais em todo o Brasil. No Espírito Santo, há aproximadamente 12.000 enfermeiros, 36.000 técnicos e 3.200 auxiliares de enfermagem e parteiras.
Segundo as novas regras, considerando uma jornada semanal de 44 horas, os salários serão estabelecidos em R$4.750 para enfermeiros, R$3.325 para técnicos e R$2.375 para auxiliares de enfermagem e parteiras.
A principal dúvida que surge é se os estados e municípios brasileiros terão recursos suficientes para cumprir esses pagamentos. Para cobrir esses custos, a União assumirá todas as despesas. Foi destinado um montante de R$7 bilhões, considerado suficiente para cobrir todos os pagamentos até dezembro deste ano.
Estima-se que essa transição ocorra em um período de 10 anos, ao longo dos quais as intervenções da União serão progressivamente reduzidas até que todos os custos sejam integralmente assumidos pelos estados.
| Notícia | Data |
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Com informações do site Folha Vitória.