Governador Renato Casagrande se reúne com ex-prefeito Fernando Haddad para discutir esvaziamento da Alfândega de Vitória
O governador Renato Casagrande, do partido PSB, vai se reunir com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para discutir o esvaziamento da Alfândega de Vitória. A medida, proposta pela Receita Federal, tem gerado polêmica e preocupação entre autoridades políticas e empresários capixabas.
Nos últimos acontecimentos relacionados à Receita Federal, surge novamente a discussão sobre a independência da Aduana de Vitória, um tema que começou a se manifestar no final de 2022 e se tornou mais evidente após as eleições. No decorrer do fim de semana, foi divulgado que Romeu Zema, governador de Minas Gerais pelo partido Novo, escreveu uma carta criticando a intenção da Receita Federal de transferir parte de sua estrutura atualmente localizada no estado para Brasília.
Essa notícia publicada pelo jornal Folha de São Paulo gerou ampla repercussão entre políticos e empresários mineiros ao longo do domingo (02). Como consequência, o governador Renato Casagrande, do partido PSB, convocou o chefe da Aduana de Vitória, Douglas Koehler, para uma reunião no Palácio Anchieta na manhã de segunda-feira (03).
Em resposta à situação, Casagrande afirmou que defende a autonomia da instituição no estado e considera um equívoco centralizar os serviços aduaneiros em Brasília. Ele ressalta que embora busque maior sinergia e produtividade, é necessário ter cuidado para não comprometer a prestação desse serviço essencial. O governador planeja enviar uma carta ao ministro da Fazenda Fernando Haddad e ao secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas abordando todos esses assuntos.
Levando em consideração que mais de 50% da economia do estado está relacionada ao comércio internacional e que foram realizados investimentos significativos em portos e logística em geral nos últimos tempos, Casagrande não quer nem ouvir falar sobre possíveis perdas de eficiência nos procedimentos aduaneiros de mercadorias que entram e saem do Brasil.
Empresários capixabas do comércio exterior também se mostram contrários a esse projeto, pois acreditam que o trabalho se torna mais ágil quando os auditores aduaneiros, devido à sua experiência acumulada, estão familiarizados com importadores, exportadores, instalações aduaneiras, despachantes, transportadoras e é claro, as mercadorias que costumam passar pelos portos do Espírito Santo.
Caso ocorra a centralização pretendida pela Receita Federal, serão os auditores de fora do estado responsáveis por realizar o trabalho. Segundo os empresários entrevistados, outros serviços que já foram centralizados anteriormente não trouxeram uma experiência positiva.
É importante ressaltar que esses acontecimentos geraram grande repercussão em diversos veículos de comunicação locais, como o jornal A Gazeta. As discussões sobre a independência da Aduana de Vitória e sua possível centralização em Brasília ainda estão longe de chegarem a um consenso. O assunto continua sendo pauta entre autoridades políticas e empresariais envolvidas no comércio exterior no Brasil.
| Notícia |
|---|
| Nos últimos acontecimentos relacionados à Receita Federal, surge novamente a discussão sobre a independência da Aduana de Vitória, um tema que começou a se manifestar no final de 2022 e se tornou mais evidente após as eleições. |
| No decorrer do fim de semana, foi divulgado que Romeu Zema, governador de Minas Gerais pelo partido Novo, escreveu uma carta criticando a intenção da Receita Federal de transferir parte de sua estrutura atualmente localizada no estado para Brasília. |
| O governador Renato Casagrande, do partido PSB, convocou o chefe da Aduana de Vitória, Douglas Koehler, para uma reunião no Palácio Anchieta na manhã de segunda-feira (03) em resposta à situação. |
| Casagrande afirmou que defende a autonomia da instituição no estado e considera um equívoco centralizar os serviços aduaneiros em Brasília. Ele planeja enviar uma carta ao ministro da Fazenda Fernando Haddad e ao secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas abordando todos esses assuntos. |
| Empresários capixabas do comércio exterior também se mostram contrários a esse projeto, pois acreditam que o trabalho se torna mais ágil quando os auditores aduaneiros estão familiarizados com importadores, exportadores, instalações aduaneiras, despachantes, transportadoras e as mercadorias que costumam passar pelos portos do Espírito Santo. |
| Caso ocorra a centralização pretendida pela Receita Federal, serão os auditores de fora do estado responsáveis por realizar o trabalho. Segundo os empresários entrevistados, outros serviços que já foram centralizados anteriormente não trouxeram uma experiência positiva. |
| As discussões sobre a independência da Aduana de Vitória e sua possível centralização em Brasília ainda estão longe de chegarem a um consenso. O assunto continua sendo pauta entre autoridades políticas e empresariais envolvidas no comércio exterior no Brasil. |
Com informações do site A Gazeta ES.